Entrevista com a Diva do fetiche Midori
Por David Masterson
David Masterson: Vamos voltar a 1997, a sua entrevista à revista Spectator com Doutor Henkin. Fetish Diva Midori: Wow, esta é velha.
D: Estava na sexuality.org, quais são alguns dos maiores eventos que aconteceram na sua vida desde então?
FDM: Fui uma Domme profissional por um tempo e saí do negócio. Estou me dedicando a escrever e ensinar sobre o bizarro e sexualidade, o que é muita coisa, uma grande transição na carreira.
D: É mesmo. Qual foi o momento da virada?
FDM: Eu tinha me dado um limite de tempo para a dominação profissional , apenas 5 anos. Acabou sendo um ano e meio mais longo do que eu havia planejado, mas, você sabe, foi para pensar no que eu faria depois. Assim, eu coloquei um teto na duração da profissão.
D: Como está sendo ensinar até agora?
FDM: Oh, ensinar tem sido fabuloso, eu tenho realmente gostado disso; é desafiador e me motiva. É bom fazer algo que eu amo e ser boa nisso. É claro que o endosso de amigos é bom, mas o que é realmente bom são os momentos “lâmpada acesa” dos alunos. Por exemplo, o pessoal me dizer depois da aula de humilhação erótica que tinham experimentado algum tipo de epifania ou revelação interior ou uma comprovação. Isto é muito significativo e devo estar fazendo algo certo.
D: Vejo que ao ensinar você parece se entregar muito. E depois não tanto esgotada fisicamente, mas emocionalmente, especialmente pela dinâmica por trás do que você está fazendo...há algum projeto específico que tem te mantido ocupada?
FDM: No momento tenho feito o beautybound.com e isto tem definitivamente me ocupado. Está sendo muito divertido, quando ensino e escrevo tenho oportunidade de exercitar minha criatividade verbal. Acho que eu sempre quis ser uma artista, mas não tive os meios para isso. Assim agora uso a carne.
D: Bondage?
FDM: Bondage, lindas mulheres presas de maneiras elegantemente eróticas, sim. É excitante, excitante como artista, excitante como erotismo do bondage. Estou tentando também desafiar a concepção geral de arte e extrapolar da pornografia bondage. Sim, também a chamo de obscena, mas também tenho outros motivos para colocar um ângulo artístico e desafiar a noção de arte erótica e de sensualidade.
D: Como você acha que suas idéias sobre arte serão percebidas ou aceitas pelas pessoas e então, se você olha a longo prazo, você acha que ela será mais aceita?
FDM: Não sei se será mais aceitável, mas eu gostaria de provocar. Eu gostaria de provocar uma reação ou um pensamento e de forma ideal aumentar os limites do que pode ser arte de alguém e que possa ter alguns, não todos, mas alguns que pudessem ver e dizer “wow, isto é lindo”. Então, eu não espero aceitação, mas eu poderia ser capaz de influenciar uma mudança.
D: Meio como o cubismo?
FDM: (risos) Sim, isso mesmo.
. D: Já se passou também mais de um ano desde a publicação de seu livro A Sedutora Arte do Bondage Japonês, como você acha que a comunidade em geral o recebeu?
FDM: Oh Deus, não pensei que seria tão bom. Num período de aproximadamente 8 meses ele estava esgotado. Ele está na segunda edição e as pessoas o amam. Eu amo a foto que você me mandou de seus amigos aprendendo com meu livro. Isso foi tão legal, tão legal. As pessoas o amam e eu acho que foi uma decisão acertada que ele fosse meu primeiro grande lançamento. Eu adorei usar idades, corpos, cores e orientações diferentes. Todos ali são membros da comunidade.
D: Sim, eu reconheci várias pessoas que estavam lá.
FDM: Foi tão divertido. Ele foi mesmo muito bem recebido e eu espero vir a fazer um volume 2 algum dia.
D: Também espero, falando do que, que tipo de assunto ele cobriria? Seria mais avançado, focando em técnicas de suspensão ou focaria em bondage mais intricado com cordas?
FDM: Não decidi ainda. Eu gostaria muito de ouvir sobre o que as pessoas querem que eu escreva. Você sabe, eu estou aberta a isso. Enquanto isso, eu na verdade estou trabalhando numa coletânea de contos de ficção científica erótica. Estou muito feliz por ter sido convidade pela editora Circulet para escrever um coletânea de contos e tudo se passa num Tóquio futura. Parecido com Blade Runner e William Gibson com esteróides triplo X.
D: Wow, então é ultra violência ou ultra erótica?
FDM: Um monte de sexo indecente.
D: Obsceno
FDM: Sim, muito sexo obsceno. Tem este cara meio imoral que vai a um bordel de robôs. Tem um trechinho romântico, melancólico e com sexo sobre uma vingança estilo yakuza de uma lésbica. Uma garota, que é filha de um membro da yakuza, tem que ir vingar sua família contra seu ex-amante.
D: OK, vai ser muito interessante.
FDM: Com muito sexo.
D: Agora, quanto a sua visão sobre arte, você considera o que escreve como arte também?
FDM: Humm, não sei se consideraria o que escrevo como arte, mas com certeza é um escoadouro para meu desejo de ser criativa. Não sei se tem o mérito de ser arte. Gosto de minha análise social. Minha análise social não é definitivamente arte. Eu escrevo poesia horrivelmente melosa que eu não exponho pro mundo todo e minha ficção é totalmente pornografia. Arte não, masturbação, sim
D: Voltando a seu livro. Eu gostei dele e o esperava já há algum tempo, considerando que não havia nada nos Estados Unidos que fosse acessível , especialmente bondage estilo japonês era muito difícil. Você acha que há um crescimento na comunidade, especialmente no caso de bondage com cordas japonês, ou é apenas bondage de modo geral?
FDM: Eu acho que há um interesse crescente em bondage, mas dentro disso há comunidades de bondage com cordas e bondage com cordas japonês com crescimento ainda maior. Parte disso é a erotização de coisas da Ásia. Isso, se tratado com uma atitude de erotização imperialista, me deixa um pouco incomodada. Por outro lado, se tratado com fascinação genuína, com prazer e interesse, se está isenta da adoração bi-dimensional do que se acha que é asiático, se não existe esse elemento e vem de interesse genuíno, estou totalmente de acordo com isso.
D: Contanto que não esteja sendo...
FDM: Explorador, sim
D: Bem, eu acho que isso vem com a região, especialmente com algumas pessoas e seu entendimento de diferentes culturas. Eu acho que é apenas uma dádiva. Eu penso como um todo, especialmente ao lidar com isso. Tenho notado que as pessoas diriam sim inicialmente, mas quando começam a pesquisar elas são sinceras.
FDM: Tem sido uma parte de meu trabalho lançar uma luz bem realista sobre o bondage japonês. Que ele não é algum segredo oriental antigo que lhe trará iluminação instantânea e um monte de bebês. Se vocêconsegue ir prá cama com isso, ótimo, mais poder prá você. Mas você sabe que não é algum caminho espiritual místico secreto.
D: É como a percepção da velha guarda. Eu achei isso interessante. Falando nisso, existe algum estereótipo interessante de bondage com cordas japonês que se destaque?
FDM: Vejamos, alguém disse a meu editor que não poderia ser bondage japonês porque eu sou meio japonesa. Então, a autenticidade não era relevante por causa de minha formação étnica. Não importa que eu nasci e cresci no Japão e que eu sou certamente totalmente de cultura japonesa. Nesta nação de mistura cultural, este argumento perde folego. Julia Child faz cozinha francesa. Ela não é francesa. Não deve ser cozinha francesa autêntica. Quão idiota isso seria?
D: Isso é verdade. Quanto a bondage e sua comercialização comparada a 6 anos atrás, tem havido uma explosão de sites de bondage em geral. Você acha que é apenas um onda passageira?
FDM: A pergunta é se bondage é uma onda passageira ou não, certo? Eu acho que minha perspectiva é altamente parcial. Eu desejaria argumentar que não, que é apenas porque as pessoas estão entendendo do que realmente se trata e explorando e alargando os horizontes.
D: Ou é apenas SM em geral...isto tem sido muito comercializado considerandoa atenção da mídia, a mior parte sendo negativa?
FDM: Na verdade eu acho que tem sido uma atenção positiva na industria da moda. Oh meu Deus, Ralph Lauren introduziu espartilhos para este outono. No mundo de vídeos musicais, ou meu deus, vídeos de hip hop estão cheios de roupas fetichistas, é sexy, e eles não fingem que seja SM, eles acham que é roupa fetichista sexy. Então, as imagens estão por aí. Eu acho que algumas podem ser negativas. Eu acho que as pessoas estão se escandalizando menos por isso e estão menos propensas a fazer um julgamento impulsivo imediato sobre o simbolismo de uma imagem. Então, talvez eu seja uma otimista. Talvez a situação do mundo esteja pronta para uma abordagem sensata. Parece muito com os piercings nos anos 80. Naquela época, ter um piercing na sombrancelha ou ter uma argola no lábio ou no nariz, ou uma tatuagem aparente, quão feio era? Significava que você era marginalizado socialmente, tinha estado preso ou pelo menos era algum tipo de criminoso.Hoje em dia você vê alguém com uma tatuagem visível e ele pode ser um criminoso, pode ser um estudante de arte, pode ser um motoqueiro, um roqueiro, uma mãe, advogado; eu acho que toda a concepção do que o objeto simbolizava perdeu a maior parte de sua força. É triste para nós que estamos investidos com a força do simbolo, mas também é bom, por ser menos provável que sejamos julgados de uma maneira simplista, resultando na negação de nossa complexidade.
D: Sim, é verdade, mas se isso é tão acessível também, você acha que as pessoas que estão nessa pela emoção sairão para procurar pela próxima sensação?
FDM: Sim, bem, se é tudo pela emoção, eles deixarão e nós ainda estaremos aqui. Alguns deles vão ficar. Na palestra de Guy (Baldwin) ele falava sobre pessoas como a juventude que frequentava clubes. Sabe de uma coisa? Foi onde eu comecei. Comecei nos clubes góticos e industriais com a música estrondando. Eu aprendi como chicotear com uma Drag Queen de 2,10m de altura vestida com uma roupa punk. Eu vim dos clubes noturnos. Não vim dos bares leather. Não vim dos clubes leather. Não vim dos clubes de motoqueiros.Eu vim dos clubes industriais fetichistas, andando com góticos e punks e travecas loucas e piradas, pessoas doidas usando coleiras e couro e coisas assim. Foi de onde eu vim e sim muitos de meus amigos daquela época tinham casas no subúrbio e estão tendo filhos e tudo mais. Alguns de nós ficaram. Alguns dos que ficaram também moram em subúrbios e têm filhos.
D: Interessante, na palestra de Guy você é uma dos 15% que vai lá e quer se envolver com qualquer um, contanto que não seja da sua turma. Como é isso pela sua própria experiência? A experiência de de vir de uma comunidade diferente e então entrar na comunidade leather ou na comunidade bdsm?
FDM: Esta é uma boa pergunta e nunca ninguém me perguntou isso. Então obrigada.Eu realmente prezo ter vindo de uma juventude dos clubes, porque eu valorizo muito estes garotos, os punks e os góticos são realmente menosprezados. Sabe de uma coisa, se você vai menosprezá-los então pode fazer o mesmo comigo. Eu te desafio. São minhas raízes, mas você sabe, eu comecei nos velhos clubes de punk gótico industrial e então eu descobri uma festa erótica pansexual. Fui convidada para ela e então conheci travecos e então conheci Drag Queens. Eu me vestia como numa farsa, uma garota vestida como um homem vestido como uma mulher e frequentava os bares dos travestis disfarçada de traveco.E então eu descobri viados usando couro e mulheres altas com sandálias abertas nos dedos e espartilhos e entrava em bares leather e acabava conhecendo bichas radicais com as asas pretas da comunidade leather e praticando com mulheres e homens homossexuais que não tinham medo uns dos outros.Então, acabei também na Sociedade de Janus com umaspessoas um pouquinho mais velhas, mais abastadas e tendendo a ser mais brancos e mais certinhos.Euconsidero agora The Exiles como meu clube base...é o clube das mulheres de São Francisco. Então, eu acabei aproveitando todo o clube e algumas vezes eu tinha uma sensação de superioridade discriminatória. Isto me incomodava, mas eu sou japonesa e sou educada. Eu sei quando manter minha boca calada e eu meio que apenas dava de ombros e seguia em frente. Agora posso me apresentar para homens leather, para lésbicas, travecos e garotos universitários. Sim, minha experiência com um monte de outras pessoas foi absolutamente essencial e encontrei resistência? Algumas vezes. Encontrei curiosidade? Algumas vezes. Encontrei braços abertos? Sim. A primeira vez que eu entrei toda feminina no Chigaco Eagle eu estava com Joe Bean, aquilo era uma credencial que me ajudou. A maneira que Cynthia Slater levava pessoas para bares de caras leather. Do tipo de Joe Bean e Lolita, quem mais estava comigo...eu posso dizer Michael Horowitz, mas pode ser ou não ele. Ou talvez tenha sido Frank Strona. A primeira vez que fui ao Lure. Eu estava com Lolita e entrar no Lure usando sandálias abertas de salto alto e ser admitida. O porteiro me olhou e olhou para minhas sandálias e olhou para Lolita e olhou para o cara Leather que estava conosco e então percebeu que minhas sandálias combinavam com meu espartilho e me deixou entrar. O fator Rainha imperou. Aquela mistura de comunidades realmente ajudou.
D: Eu acho que no que diz respeito a mistura, houve evolução.
FDM: Nunca pratiquei online. Apesar de eu ter conhecimentos razoáveis de Net, ela é meu principal meio de comunicação a distância, como com você e contatos para organização de turmas. Eu não viajo online. A não ser que eu possa ver a dilatação dos olhos e o suor na fronte e que eu possa cheirar a excitação e o medo e a fome, não tem valor nenhum para mim. São apenas pontos na tela.
D: Posso entender perfeitamente.
FDM: Então, eu uso minha presença online como uma forma de comunicação entre pessoas que eu conheço e para cuidar de negócios. Eu não poderia estar me deslocando com meu fax ou falar com meus amigos e fazer negócios com meu fax. Então, eu não sei, talvez eu esteja perdendo uma oportunidade, mas eu tenho que sentir uma química.
D: Eu entendo perfeitamente. Quanto a suas idéias sobre a prática e até onde minhas pesquisas me levaram, 1985 foi o ponto da virada, talvez antes. Você viu as idéias sobre a prática SM mudarem em relação a 1985, você notou alguma mudança significativa?
FDM: Em 1985 eu estava saindo da escola.
D: Mesmo?
FDM: Sim
D: 1987 – 89
FDM: Eu ainda sou uma punk na comunidade, assim, em termos de perspectiva histórica, eu acho que meus primeiros anos foram consumidos com auto-absorção e auto-conhecimento. Então, honestamente, qualquer relato que eu faça sobre meus primeiros 6 a 8 anos seria sobre minha própria descoberta e eu não poderia relatar precisamente o que acontecia a minha volta.
D: Ok.
FDM: Porque tudo era tão novo para mim. O que posso dizer é que a Internet fez uma imensa diferença, para o bem e para o mal. Acho que por um tempo sofremos de "seminarite". O que é engraçado, porque eu sou uma facilitadora de seminários. "Seminarite" onde as pessoas íam a seminários tentando achar a "maneira certa". E teve um período, em termos de educação, em que havia um certo absolutismo sobre como praticar em oposição a fazer as pessoas pensarem por elas mesmas. Hoje acho que temos pessoas que costumavam ensinar em 101 turmas, ficando frustradas, porque idéias sensatas estão sendo tomadas como verdades absolutas e nós estamos fartos disso. Então, eu penso que agora os 101 facilitadores estão subindo as apostas...(isto é, agora que vocês aprenderam o alfabeto, vamos aprender a nos expressar livremente).
D: Isso não é meio difícil, porque se você está pegando pessoas que pensam em preto e branco, como você fará para que elas abram a mente?
FDM: Agora que você aprendeu a regra, você a quebra. Sim, é muito difícil, e tem algumas pessoas que são muito dogmáticas e limitadas e que necessitam de regras pelas quais viver, mas sempre haverá pessoas como essas e elas apenas aprenderão somente isso. Quando elas começam a ser os árbitros, os juízes e a polícia de nossa comunidade é quando isso se torna perigoso. Contudo, eu acho que o que temos agora é a compreensão que há aqueles que necessitam de rigidez de pensamento, mas há mais pessoas que pensam mais livremente. É mais do que a noção de simpelsmente usar RACK ao invés de SSC. Eu acho que há indícios disso.Eu lembro de alguns anos atrás quando comecei a falar de São, Seguro e Consensual e de como nós não praticamos isso. Eu poderia ouvir um grampo cair porque eu estava falando uma heresia. Eventualmente, eu argumentava e todos diziam "ah sim, entendo o que você quer dizer", mas eu ainda estava dizendo uma heresia.
D: Mas de novo, muito do que fazemos seria considerado heresia, porque é diferente do que fazemos privadamente e ser tão corajoso para ir lá fora em público e dizer que isso é o que vejo, é realmente, não diria perigoso, mas muito arriscado, considerando que a comunidade em geral, especialmente como um todo,pode não concordar.
FDM: Eu acho que há um ímpeto gradual em direção à questionar a ortodoxia, que as pessoas parecem estar mais capacitadas a olhar para a subjetividade da experiência e para toda a área cinza e que nem tudo é preto e branco. Eu acho que as pessoas sabem que elas possuem os conceitos para permitir que vão para o próximo nível. Eu não quero dizer que necessariamente o próximo nível seja habilidade técnica ou intensidade, mas o próximo nível na compreensão da complexidade da condição humana e dos estímulos eróticos.
D: Como isso afetaria a comunidade em geral? Seriam mais receptivos a coisas novas, digamos, se houvesse junto um novo tipo de cena?
FDM: Você sabe o que vai acontecer: primeiro não haverá aceitação, haverá controversia e conversa e isso tudo é parte da mudança. A primeira vez que dei a aula de humilhação, as pessoas se excitavam e se revoltavam. Eles foram embora e pensaram naquilo e voltaram um ano depois. As mesmas pessoas que estavam lá um ano atrás estavam hoje na aula. Vendo uma estrutura cognitiva do mundo completamente nova e expandindo seus conceitos. Mesmo que eles não concordem com isso ou não a pratiquem. Então sim, inicialmente haverá reação e desconforto e depois um pouco de acomodação.
D: Então, o que você pensa que o futuro reserva para você no que diz respeito ao ensino?
FDM: Eu quero escrever mais e eu quero ensinar mais. Na verdade, eu quero levar minhas habilidades de ensino para audiências maiores fora da comunidade alternativa. Eu sempre serei família, mas este tem sido um bom lugar para nutrir minhas habilidades e isto me proporcionou uma oportunidade de pensar sobre uma coisa muito complicada chamada desejo humano e de levá-lo para uma platéia maior. Talvez seja através da arte visual. Eu tenho alguns projetos de arte que eu quero exibir. Eu também quero escrever...sabe de uma coisa...eu quero...eu quero continuar a dar permissividade às pessoas.
D: Na verdade, no que diz respeito à aula de humilhação, eu acho que era o que eu tinha de fazer pessoalmente no ano passado.
FDM: Eu sei que aquela foi uma aula muito difícil para você no ano passado.
D: Muito difícil.
FDM: Eu sei que você nem conseguia me olhar depois da aula. Eu me lembrei disso. Eu pensava, oh espero que ele esteja bem.
D: Eu estava bem. Eu só precisava estar bem comigo mesmo, então eu tinha que pensar sobre isso e falar com muitas pessoas. Falar com meu mentor e pensar sobre isso um pouco mais. Agora eu estou pronto para aceitar de verdade e gostar.
FDM: Sim e eu fiquei muito feliz de vê-lo na classe. Eu pensava "certo, é isso aí!".
D: Eu acho que nos últimos 3 anos você me ensinou muito.
FDM: Oh obrigada. Eu quero sair e trabalhar mais sobre permitir que as pessoas pensem de forma mais flexível, a abrir os olhos para entederem seus próprios desejos e habilidades e parar de temer seus próprios demônios. Porque eles não estão lá; eles apenas pensam que estão lá, mas não estão.
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